Referência técnica

Por que o fosfato bicálcico pesa tanto no custo da mistura mineral?

O fosfato bicálcico pode representar de 75% a 85% do custo final de uma mistura mineral de boa qualidade, segundo a Embrapa Cerrados. O fósforo é o macromineral de custo mais alto entre os componentes de uma fórmula mineral completa.

Diferente do sal, que é usado em proporção alta mas tem custo unitário baixo, o fosfato bicálcico entra em menor quantidade na fórmula, porém concentra a maior parte do valor da mistura. É por isso que, quando o custo de uma mistura mineral sobe ou desce, o fosfato costuma ser o principal responsável pela variação.

O impacto do fósforo no desempenho do rebanho

Em experimento conduzido pela Embrapa Cerrados em Padre Bernardo (GO), bovinos que receberam mistura mineral com fósforo tiveram peso médio final 120 kg superior aos animais que não receberam fósforo. Esse resultado é a base técnica que sustenta por que reduzir ou eliminar o fósforo da fórmula para economizar custo tende a comprometer o ganho de peso do rebanho.

Composição de referência do fosfato bicálcico

A composição típica do fosfato bicálcico é de 18% de fósforo e 23% a 24% de cálcio, segundo a mesma fonte. Esses níveis são o parâmetro que compradores de fábricas de ração e formuladoras usam para conferir a garantia analítica do lote recebido contra a especificação contratada.

Por que esse custo pesa na decisão de compra em volume

Como o fosfato bicálcico domina o custo final da mistura mineral, o preço por tonelada posto na fábrica, a regularidade da entrega e a consistência da especificação (sem empedrar, com garantia analítica confirmada por laudo do lote) pesam mais nessa negociação do que em insumos de menor participação no custo total.

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